terça-feira, 16 de junho de 2009

A ROUPA DO MARINHEIRO

“A roupa do marinheiro não é lavada no rio
é lavada no mar alto á sombra do seu navio”

Esta quadra inserida no Cancioneiro Português, actualmente poderá ser considerada um chavão, mas se em vez de recuarmos, se nos actualizarmos no tempo não poderemos achar quadra mais actual. Mas vamos recapitular e com a ajuda do repórter do Sailors News vamos publicar uma conversa passada a bordo de uma Fragata da Marinha Portuguesa em meados de Março. A conversa passa-se em plena lavandaria entre três peças de roupa: Um pijama (P), uma toalha (T) e umas cuecas (C), vamos então à conversa:

T – Isto está um granel, ainda hoje cheguei aqui e já me separaram das outras peças que vieram comigo.
P – Vai-te habituando, pois eu já ando perdido ao tempo e não sei se o meu dono me volta a encontrar.
C – Isso é mesmo conversa da treta, já eu sei sempre onde estou, pois ninguém me toca, sempre e orgulhosamente só.
P – Deixa-te lá de tangas, porque a mim não me dás conselhos, ainda por cima vindos de que passa a vida debaixo de outra peça de roupa maior.
C – Não te admito que fales assim comigo, posso ser pequenina, passar a vida debaixo de outra peça de roupa maior, mas tenho atributos que tu nunca terás, nem conhecerás.
T – Então pessoal, que granel é este, vamos é fazer pouco barulho, senão ainda acordamos os rapazes que aqui dormem, e depois é que eles nunca mais lavam nada. Já agora, podíamos tentar organizar uma festa do pijama, assim podia ser que encontrasses o teu dono.
P – Boa ideia.
C – Boa ideia???? A sério???? Vocês realmente!!!!! Que falta de classe.
P – Ouve lá, não te estiques, que és Made in China, e ainda se partem os elásticos.
T – Então rapaziada, atenção ao stress, senão ainda começamos a suar e depois temos de ser lavados outra vez a 90º…….
C – Eu não a mim ninguém me toca….
P – Cala-te, já não te consigo ouvir, fazia-te bem era estares numa Corveta, ao menos o cansaço, calava-te a matraca….
C – Vai, mas é lamber sabão, seu pijama que mais parece um macaco de fuzileiro….
P – Segurem-me senão……!
T – Calma, então quem vos ouvir falar, até parece que estão num sítio onde a organização já teve melhores dias….Olha onde é que me levam, eu não sou desse alojamento, eu não sou dessssssssssssseeeeeeeeeeeeeeeeeeee………….

E foi a última frase a que o Sailors News teve acesso. Esperemos na altura em que a história seja publicada, a toalha tenha encontrado o seu alojamento.

NA: A semelhança desta história com a realidade é mera coincidência………..ou não!!!

Texto: FG

domingo, 14 de junho de 2009

CORTE REAL ESCOLTOU NAVIOS DO WFP

O rendez-vous entre a Fragata Corte Real e os Navios Mercantes "Marvan H" e "Bright Star" foi ao largo de Mombasa no Quénia, e a missão era simples mas de elevada importância.

Fazer chegar em segurança estes dois navios com ajuda alimentar do Programa Mundial Contra a Fome, WFP (World Food Programe) como é conhecido este programa da ONU, ao porto de Mogadíscio na Somália.

Com uma velocidade entre os 8 e 10 nós, lá se iniciou o trânsito que terminou ao cair da tarde de 10 de Junho com a chegada dos navios ao seu destino (como a imagem documenta) em segurança, e com a sua chegada a esperança de milhares de pessoas que na capital Somali aguardam pelos alimentos que viajaram de Dar es Salaam (Tanzânia) até Mogadíscio sempre sob o olhar atento do Navio Almirante da SNMG1.

Fotos: Carlos Dias (SPRS)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

FORT JESUS OF MOMBASA

Vasco da Gama foi o primeiro a chegar a Mombasa em 1498, mas as relações com a população local depressa se deteriorou. Passada uma semana Vasco da Gama achou prudente e navegou até ao porto amigo de Malindi.

Os Portugueses regressam mais tarde a Mombasa, e tomam a cidade, começando a construção do Forte de Jesus em 1593. O Forte ergue-se no topo de uma formação de coral sobranceira á entrada do porto de Mombasa.

A principal função desta fortificação era a defesa da escala comercial portuguesa entre o Estado da Índia e os interesses Portuguesas na África Oriental.

A sua planta apresenta o formato de um quadrilátero, com baluartes nos vértices - os dois pelo lado de terra triangulares, em forma de espigão, e os dois voltados para o mar, em triângulo obtuso - respectivamente sob a invocação de São Filipe, Santo Alberto, São Matias e São Mateus.

Actualmente transformado em Museu, podemos encontrar inúmeras referencias à passagem dos Portugueses por este local, como é o caso de pinturas alusivas à vida no mar.

Um dos cinco volumes da "Portugaliae Monumenta Cartographica" impresso em Lisboa em 1960, revela uma colecção de reproduções Portuguesas de cartas e mapas dos séculos XVI e XVII. Foi oferecido pelo Dr. Pedro Theotónio Pereira por ocasião da abertura oficial do Forte Jesus e Museu em 29 de Outubro de 1960.

A planta do Forte Jesus repete-se no Forte dos Reis Magos, em Natal, na costa nordeste do Brasil, iniciado em 1958 pelo jesuíta Gaspar de Sampares, que fora "mestre nas traças de engenharia na Espanha e Flandres" e discípulo do italiano Giovanni Battista Antonelli: uma coincidência decerto explicável pelo uso das mesmas fontes.

Em 1696 uma grande expedição islâmica de Omã atingiu Mombaça, impondo cerco à fortaleza a partir do dia 13 de Março. A sua guarnição constituía-se então por de 50 a 70 soldados Portugueses e algumas centenas de nativos leais. A fortaleza recebeu auxílio, em Dezembro desse ano, de uma expedição Portuguesa enviada para esse fim, mas nos meses seguintes, uma epidemia matou todos os Portugueses da guarnição e, a 16 de Junho de 1697 a defesa da praça encontrava-se nas mãos do xeque Daud de Faza, com 17 de seus familiares, 8 Africanos e 50 Africanas.

Em 15 de Setembro de 1697 uma embarcação Portuguesa chegou com alguns reforços e, no final de Dezembro do mesmo ano, outra chegou de Goa também com alguns soldados. Na manhã de 13 de Dezembro de 1698, após dois anos e nove meses de assédio, as forças de Omã fizeram um ataque decisivo, logrando finalmente tomar o forte, cuja guarnição estava reduzida ao Capitão, nove homens e um religioso, frei Manoel de Jesus. Sete dias mais tarde, uma frota com reforços Portugueses chegava a Mombaça, mas era tarde demais: com a conquista do Forte Jesus, toda a costa dos actuais Quénia e Tanzânia, juntamente com Zanzibar e Pemba, caiu em mãos das forças islâmicas de Omã.

Graças a uma revolta das tropas africanas contra os governantes de Omã, o sultão de Pate, a quem o forte foi oferecido, entregou-o aos Portugueses em 16 de Março de 1728. No ano seguinte (1729), uma revolta dos habitantes de Mombaça contra os Portugueses conduziu a um novo cerco ao forte no mês de Abril, forçando a rendição da guarnição em 26 de Novembro desse mesmo ano.

A partir de então a fortificação mudaria de mãos ao sabor das forças dominantes na região, até à independência do Quénia no século XX. Assim, entre 1741 e 1837 Mombaça constitui-se numa cidade-estado independente. Voltou a ser dominada por Omã até 1888 mas, na prática, desde 1875 era controlada pelos ingleses. Com a constituição, em1895, da colónia inglesa do Quénia, as instalações do Forte Jesus foram utilizadas como uma prisão governamental.

Com vistas à sua restauração, este Forte foi estudado por especialistas ingleses e quenianos a partir de 1958, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa. É, nos nossos dias, o mais importante monumento histórico do Quénia.

Recorde-se que no passado dia 10 de Junho (Dia de Portugal), o Forte de Jesus em Mombasa foi um dos nomeados, juntamente com o Forte de Muscat - Omã para a eleição das 7 maravilhas de Portugal.

Fotos: José Santos (SCOPS), Miguel Ramos (SENS) e S. Lea (SCO)
Texto: Extraido parcialmente da
Wikipédia

quarta-feira, 10 de junho de 2009

AKAMBA HANDICRAFT INDUSTRY

O Akamba Handicraft Industry, fica situado nos arredores de Mombasa a cerca de 30 minutos do centro da cidade.

Várias dezenas de Artistas, todos da mesma tribo trabalham todo o género de madeiras, fazendo verdadeiras obras de arte.

Espalhados por uma vasta área, coberta por chapas de zinco, das suas mãos sai tudo o que se pode imaginar da arte Africana.

Estátuas, animais, mascaras são esculpidas pacientemente, com diversas ferramentas dos mais variados tipos e funções.

Após finalizadas as peças, as mesmas são sujeitas a diversos tratamentos para de seguida serem colocadas na loja para venda.

Ao chegarmos á loja deparamos com as boas vindas "Hakuna Matata", que significa está tudo bem, não te preocupes, ou em Inglês "Don't worry be happy".

Nas peças colocadas há venda para os inúmeros turistas que visitam o local, existe um pormenor que não passa despercebido, ou seja, cada uma delas junto com o preço tem o numero do Artesão que a criou.

Numa das zonas da loja podemos encontrar o mais diversificado conjunto de mascaras, todas com as funções como nos foi explicado por um dos empregados que simpaticamente acediam a todo o tipo de questões e curiosidades que nos iam assaltando.

O nosso SCEWS, Paulo Monteiro aproveitou a zona e não se fez rogado, experimentando uma das muitas mascaras, recuando assim no tempo até provavelmente a um ritual tribal em plena selva africana.

Noutro local da loja podíamos ver inúmeras estatuetas de guerreiros em diversos tipos de madeira e onde sobressaia naturalmente as que eram feitas de pau preto.

Fotos: José Santos (SCOPS)

terça-feira, 9 de junho de 2009

O STAFF E A CIDADE

José Santos (SCOPS)

Cerqueira (SPOW) e Ramos (SENS)

Cardoso (SCCY), Gavancho (SCRS) e S. Lea (SCO)

José Marques (SAWPJ)

Vânia Teixeira (SST)

José Rodrigues (SCNA)

Cte S. Fernandes (SPAO)

Cardoso (SCCY) e Andrade (SAC)

Paulo Monteiro (SCEWS)

Carlos Dias (SPRS)

Cerqueira (SPOW) e Ten Carvalho (SINTO)

Diego (SPONT)

S. Lea (SCO)

C. Rijckaert (COS)

Torben I (SOO), Carvalho (SINTO), Kevin M (SASWO)

Santos (SCOPS), Cerqueira (SPOW), S. Lea (SCO) e Gavancho (SCRS)

Fotos: Carlos Dias (SPRS), José Santos (SCOPS), Miguel Ramos (SENS), Luís Cerqueira (SPOW), Sebastian Lea (SCO), José Rodrigues (SCNA), Eugénio Marreiros (Sar A)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O JANTAR VAI SER SERVIDO

Depois de vários dias, por vezes semanas no mar, quando chega a terra o Marujo tem por hábito ir jantar fora, e quando o porto é diferente e a ementa também então essa tradição é cumprida.

Foi o que o Staff fez ao chegar a Mombasa no Quénia, e lá fomos para o Restaurante "La Marina", provar a gastronomia Queniana, bem diferente da nossa saudosa gastronomia Portuguesa.

E olhando, lendo e relendo a ementa ficam algumas das escolhas, com que nos deliciamos, e claro que ninguém sentiu saudades do aviso que se faz a bordo antes do jantar:
«Atenção guarnição o jantar vai ser servido, bom apetite.»

Ostras

Camarão Fumado

Bife de vaca com queijo e legumes

T-Bone

Crocodilo

Lagosta Xavier

Lagosta Grelhada

Crepes La Marina

Fotos: José Santos (SCOPS) e Luís Cerqueira (SPOW)