segunda-feira, 27 de abril de 2009

WELCOME TO PAKISTAN

HISTÓRICO...!!! Poderia ter sido o titulo dado a este post, ou "quiçá" PARA MAIS TARDE RECORDAR...!!!. Um sol envergonhado deu as boas vindas, à primeira vez que uma força da NATO visitou o Paquistão.

Karachi, era o porto de destino e a Corte Real (Flag Ship) ao assumir a condição 2-A (Navegação em águas restritas), de imediato içou o seu indicativo visual - CTFL

Nada foi deixado ao acaso, e a segurança foi ponto principal, na foto de cima podemos ver um dos patrulhas Paquistaneses, que vigiavam a área.

Também lanchas rápidas foram utilizadas para manter o perímetro de segurança. e para que esta visita seja lembrada como um marco nas relações entre a NATO e o Paquistão, e não por outros motivos.

Mas como nada foi deixado ao acaso, até a vigilância área foi efectiva. Na foto um Alouette da Marinha Paquistanesa controlando o espaço aéreo.

À chegada ao Porto Comercial de Karachi, os cenários eram diferentes daqueles que normalmente estamos habituados a ver, e no ar pairava um cheiro, que não sendo desagradável, era no mínimo estranho (ao invés desta, manhã em que decididamente era horrível)

E "step by step" lá fomos entrando, e todo o que nos rodeava era no mínimo diferente, ou não estivéssemos num país Árabe.

Foi altura do pessoal da "Opintel", começar a recolher toda a informação possível sobre este novo porto de visita (PVST).

O Farol que guia todos os navegadores da área, erguia-se imponente, como que dizendo «...mesmo que venham de noite ou com o nevoeiro mais cerrado, cá estarei para vos orientar...»

A "Pakistan Naval Academy", fica situada na outra margem, e foi alvo de visita pormenorizada do Almirante CSNMG1, e os Comandantes dos navios.

A actividade da pesca local continuou, calma e tranquila, sem a entrada da força da NATO, causasse alguma interferência, ou fosse motivo de alguma curiosidade, se calhar "trabalho de casa", efectuado pelas autoridades Paquistanesas.

Na mesma margem da Navy Academy, situa-se a Base Naval, onde podiam ser vistas algumas Fragatas (ex- type 21, da Inglaterra, e que algumas delas estiveram presentes nas Falkland)

E o porto de abrigo, que qualquer Homem do Mar anseia, surgia aos nossos olhos como se um aglomerado de embarcações de pesca, mas nisto da vida do mar e em particular da vida da pesca, é sempre uma visão reconfortante.

Por fim o Cais Comercial, onde iríamos atracar, mas essa parte será alvo de um novo post.

Fotos: Carlos Dias (SPRS)

7 comentários:

Crocodilo disse...

Paquistão, um país Arábe (Árabe)? Francamente...

Staff_09 disse...

Decididamente, você deve ter alguma coisa contra a divulgação das notícias neste blog, e passo a citar:
(Foi o post da Esposa de Marinheiro", agora é este post), por acaso já pensou que as pessoas que visitam o blog, e estão é interessadas em saber o que se passa com os seus familiares, amigos, ou com a nossa "Briosa", não a sua porque, a sua, parece de alguém que apenas quer "enfegar" (desculpe o termo) o trabalho de muitos que longe dos seus entes queridos tentam fazer deste espaço, um meio de ligação e minimizar os milhares de milhas que nos separam.
Mas também aproveito para dizer, para quem com um nickname vem para aqui dar ou tentar dar lições de Português, o "Sailors News" dispensa bem a sua visita, já agora desculpa se me enganei nos acentos, mas sabe nos por aqui estamos mais preocupados em fazer chegar a quem gosta de nós que estamos bem, do que em estarmos preocupados com a pontuação, e já agora de certeza que não é por estes post que a "Briosa" fica mal vista, aliás pelo contrário.

Atenciosamente
Francisco Gavancho

(Português, algures no Oceano Indico, desde Janeiro sem ir a Portugal e orgulhoso de representar a Marinha Portuguesa nesta paragens, e claro preocupado com tudo menos com uma palavra que deveria ter acento na primeiro ou segunda sílaba)

PS: Mais uma vez desculpe o meu Português, mas sabe que 24 de Marinha só me deixaram concluir o actual 12º ano

Joana Santos disse...

Desde ja, peço desculpa de me meter, mas acho que o "problema" deste senhor, é achar que tudo isto não passa de uma brincadeira, é não compreender o que é ter o pai/irmão/marido/tio/primo a milhares e milhares de milhas de distância e não ter oportunidade de comunicar a não ser através deste blog ou mail's. Entristece-me saber que há muita gente assim, a ignorar por completo este sentimento, esta angústia, por outro lado, orgulha-me saber que todos vós estão a fazer o que gostam e ao mesmo a proteger-nos do que quer que seja. Boas marés e um beijo especial ao meu pai, ao meu herói.

Joana Santos

Anónimo disse...

Talvez o amigo Crocodilo seja um eloquente escritor frustrado !
Mais um BZ para o Amigo Xico

Oakley

catarina disse...

Que a coragem não vos falte, ao acordar
Que o olhar não se turve, se vos apetecer chorar
Que os ombros não se curvem, se pesarem
Que o sorriso não esmoreça, se gelarem

Que os vossos passos não vacilem, se doerem
Que do sonho não desistam, se sofrerem
Que as mãos não se fechem, se perderem
Que o medo não vos vença, quando vier

Que, enfim, os vossos dias nasçam sem tormentos
E a lua, devagar, vá descansar
Que o vosso sorriso nunca esmoreça
Para que a vossa coragem continue a triunfar.

para todos os que fazem parte do staff aqui deixo o meu melhor sorriso...hoje é para vocês que escrevo...

Catarina Miranda

Crocodilo disse...

Sr. Sargento Ajudante Gavancho (e não você, como me trata na sua resposta, sem me conhecer de lado nenhum), talvez seja melhor esclarecermos alguns pormenores relativos aos meus e ao seu comentário.
1) Não tenho nada contra a divulgação de notícias da vossa actividade, antes pelo contrário, reconheço-lhes o devido valor. Censuro, isso sim, os erros de português dos seus posts, que envergonham não só quem os dá mas ainda, dada a natureza do blog, a Armada em geral. Não aceito a desculpa de a Armada não o ter deixado ir além do 12º ano, pois os erros que o senhor dá eram motivo de reguadas quando fiz a escola primária na Escola da Da. Arminda, no Alfeite.
2) O "Sailors News" bem pode dispensar a minha visita; lá voltarei sempre que me apetecer, para me rir com mais algumas calinadas como a de afirmar que o porto que nos recebe, se calhar de braços abertos, até cheira mal. Afinal, o "trabalho de casa" das autoridades paquistanesas esqueceu-se de avisar os pescadores e demais habitantes para perfumarem as embarcações e casas, de modo a não incomodarem os delicados e civilizados narizes da esquadra da Nato.
3) Para os comentaristas que o apoiam e me condenam, gostaria de esclarecer que sou Oficial da Armada (na Reforma), e andei quase dez anos por África nas comissões do meu Pai (que também era oficial da Armada, assim como o meu avô e o meu bisavô); sei perfeitamente o que é estar longa da família por vários meses ou mesmo anos. Quando por exemplo fiz comissão na Augusto Castilho, em Angola, não havia internet nem blogs nem telemóveis, e telefonar para a família era coisa cara de mais para os nossos ordenados. Usávamos uma coisa chamada "aerogramas", que não custavam nada mas demoravam o seu tempo a chegar aos familiares e amigos.
4) Não fiquei assim tão ofendido por a palávra árabe estar mal acentuada; fiquei sim triste por ver chamar árabe a um país do industão, cuja população, nas sua vasta maioria, é indiana, e nada tem a ver com os árabes, apesar de professar a mesma religião.

Deselho-lhe, sinceramente, a continuação de uma boa comissão, com ou sem acentos mal colocados.

Raul Sousa Machado

Silva disse...

...isto realmente há mesmo quem não tenha nada que fazer!